Operô / Guia do dono

Quanto levar de mercadoria pra feira sem sobrar nem faltar

Levar demais custa dinheiro parado e mercadoria que volta estragada. Levar de menos custa a venda que estava na sua frente e não volta mais. Esta página não te dá um número pronto, porque ele não existe. Ela te dá o método que faz o seu número aparecer.

Começando pela verdade

"Quanto vende uma barraca de feira por dia?"

Essa é a pergunta mais buscada do ramo e a que mais gera resposta inventada. A venda de um ponto depende, ao mesmo tempo, do seu produto, do seu preço, da duração da feira, do público que aquele evento puxa, da posição do seu ponto dentro dele, do clima daquele sábado e de quantas barracas vendem a mesma coisa a dez metros de você.

Trocar isso tudo por um número redondo não ajuda ninguém a carregar o veículo. Por isso aqui não vai ter "leve tanto por cento a mais". Vai ter o que olhar antes de sair, o que medir depois de voltar e como o seu número nasce disso.

O que tem nesta página

  1. As duas contas: o custo de sobrar e o de faltar
  2. O método para dimensionar a carga
  3. Por que a reposição é evento separado e mesmo assim soma na carga
  4. Sem registro da carga, não dá para saber nada depois

Parte 1

Sobrar e faltar não custam a mesma coisa

Todo dimensionamento é a escolha entre dois erros. O problema é que a maioria das operações só sente um deles, porque só um dos dois aparece no fim da noite.

O custo de sobrar (você enxerga, mas subestima)

  • Dinheiro que você já pagou ao fornecedor e que passou o dia dormindo dentro de uma caixa.
  • Perecível que volta e não aguenta a próxima: vira perda, e perda é custo puro, sem receita do outro lado.
  • Qualidade que cai a cada ida e volta no gelo, mesmo quando o produto continua vendável.
  • Tempo de descarga, recontagem e guarda no fim da noite, com todo mundo exausto.
  • Espaço no veículo ocupado por mercadoria que não virou venda.

O custo de faltar (você não enxerga, e é o mais caro)

  • A venda perdida não fica pendurada para depois: o cliente estava ali, com dinheiro na mão, e foi embora.
  • A fila que se desfaz quando o produto principal acaba leva junto quem ainda ia comprar outra coisa.
  • A equipe continua custando o mesmo, com o ponto aberto e nada para vender.
  • O custo fixo do dia (taxa do ponto, deslocamento, montagem) já foi pago inteiro, independente da hora em que você acabou.
  • Quem chegou e não foi atendido pode simplesmente não procurar de novo no mês que vem.

Repare na assimetria: a sobra você recupera em parte (o que não estraga volta ao estoque e vende na próxima), a falta você não recupera nada. Isso não quer dizer "leve sempre mais": quer dizer que os dois lados precisam ser medidos, porque o lado que dói é o que você registra.

1

carga única por operação. Tudo o que sair depois, no meio do dia, entra nela na hora de fechar a conta.

Parte 2

O método: cinco passos antes de carregar o veículo

1

Escreva o que você já sabe do evento

Antes de qualquer palpite, o que é fato: quantas horas o ponto fica aberto, que dia da semana é, que tipo de evento é (feira de rua, festival com ingresso, festa de igreja, corporativo), onde fica o seu ponto (entrada, praça de alimentação, fundo) e quantas barracas vendem o mesmo que você.

Número de público dado pelo organizador é estimativa dele, não sua. Anote como estimativa e siga em frente.

2

Separe o que estraga do que volta inteiro

Essa divisão muda a decisão produto por produto. O item que aguenta a próxima feira pode ir com folga, porque o pior caso dele é dinheiro parado por alguns dias. O item que estraga vai apertado, porque o pior caso dele é prejuízo direto.

Dimensionar a carga com um único critério para tudo é o que faz uma operação sobrar justamente no que perece e faltar justamente no que dava para levar dobrado.

3

Registre a carga por produto, antes de sair

Quantidade e produto, item por item, na hora em que a mercadoria sai do estoque. Esse é o passo que parece burocracia e é, na verdade, a única fonte do "quanto tinha para vender". Sem ele, nada do que vem depois existe.

4

Meça o que aconteceu, e não só o que vendeu

No fechamento, três coisas por produto: quanto voltou, quanto se perdeu e que horas acabou. A terceira é a mais esquecida e a mais valiosa.

Se o carro-chefe acabou às oito numa feira que ia até onze, a venda daquele dia não mediu a sua demanda: mediu a sua carga. Tratar aquele número como referência para a próxima feira congela o erro.

5

Compare feira com feira parecida, não com a média de tudo

Guarde cada operação junto do contexto dela: ponto, tipo de evento, dia da semana e duração. Uma feira de bairro de domingo e um festival de sexta à noite não se explicam com a mesma média.

Depois de algumas operações do mesmo tipo, a resposta para "quanto levar" para de ser opinião de quem está mais confiante naquele dia.

A margem de segurança é sua, não nossa

Você vai ver por aí quem diga para levar uma porcentagem fixa a mais. A gente não vai dar esse número, porque ele depende do que o seu produto aguenta, de quanto custa te faltar e de como o seu ponto se comporta. O que dá para afirmar com segurança: a folga certa é a que aparece quando as suas próprias feiras são medidas, e ela é diferente por produto.

Parte 3

A reposição é um evento separado, e mesmo assim soma na carga

Acabou o produto no meio da tarde, alguém correu e levou mais. Isso precisa ser registrado como um fato próprio, com hora e quantidade, por dois motivos que não se misturam:

Como aviso, ela é separada

Reposição é sinal de que a carga saiu curta, ou de que aquele ponto vende mais do que você pensava. Ela também tem custo escondido: alguém deixou de fazer outra coisa para levar mercadoria no meio do evento. Se ela some dentro da carga inicial, esse sinal se perde e o erro se repete no mês seguinte.

Na hora de fechar, ela soma

Para a conta do fim da noite existe uma carga só: o que saiu no começo mais o que foi levado depois. Se a reposição não entra nessa soma, a contagem final vai acusar uma falta que nunca existiu, e você vai passar a semana caçando um vazamento que era só mercadoria que chegou depois.

É a mesma lógica da conta do lucro real: o que saiu de verdade é a carga inteira, menos o que voltou, menos o que se perdeu.

Parte 4

Sem registro da carga, não dá para saber nada depois

Esta é a parte incômoda. Se a mercadoria sai do estoque sem registro por produto, a operação inteira fica cega para trás:

É por isso que a operação começa na saída do estoque

No Operô, a operação nasce quando a carga sai: produto, quantidade e o custo daquele momento ficam presos àquela feira. No fim, a contagem do que voltou fecha o ciclo e o resultado aparece sozinho. Não é controle por controle: é o que faz a pergunta "quanto levar" ter resposta na próxima vez.

A página-mãe

Como saber se o seu food truck deu lucro de verdade

No fim da noite

Como fechar o caixa, passo a passo

Aula de 20 segundos

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Para o seu caso

O Operô em feiras e eventos

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Montar barraca em festa junina e quermesse

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O método rodando

Veja a carga, o retorno e a sobra de um evento inteiro

O seu número nasce do histórico, e é isso que o Operô guarda: a carga que saiu, a reposição do meio do dia, o que voltou e o que sobrou em cada evento, prontos para a próxima carga. Abra a demonstração ao vivo e olhe uma operação real já fechada, sem cadastro e sem cartão.

Ver os planos · a demonstração é só leitura, dá para olhar tudo mas não dá para operar nela.